A cada dia um novo despertar ... a cada despertar uma nova consciência de mim mesma, da vida, da importância daquilo que realmente tem valor.
A cada amanhecer a solidificação de cada sonho firmemente enraizado na convicção divina daquilo que todos somos, juntos de preferência, pois a solidão do corpo difere em tudo da solidão da alma que não foi feita para viver só, pois é partícula, ela própria, da alma mãe, Alma do Mundo, e assim sigo, acreditando nas vozes sussurrantes ao meu redor, lançando-me em vôos altos e suaves de onde contemplo não unicamente o que podem os meus olhos observar, mas principalmente a trajectória desde onde comecei ...
( ... ) e foi lá atrás, lá muito em baixo, qual semente pequenina e frágil que devagar foi crescendo e fortalecendo-se, pois é devagar que as coisas certas nos chegam. É preciso respeitar o tempo, que não controlamos, não dominamos, não determinamos ...
(...) é preciso ter paciência e sabedoria para ver chegar o objecto mágico de todas as nuances dos nossos sonhos, e entender que se não chegaram, ainda, é porque não chegou também a hora, ou porque não o merecemos, ou simplesmente, porque não o podemos ter ... a parte sábia de nós mesmos saberá entender o porquê, ainda que conscientemente não possamos.
E assim vivo, despertando a cada novo amanhecer, admirando os raios de luz iluminando o dia, também eles devagar, devagarinho, cores lindas de viver, tonalizantes suaves que precedem o raiar absoluto e poderoso do astro rei ...
Lindo, lindo de mais, e com isso tudo o frescor das primeiras horas ... como precisar de mais para acordar juntamente com esse despertar?
Como não abdicar de todas as vendas de que se utilizam os nossos olhos, por vezes a vida inteira, e que nos impedem de sentir justamente isso, a essência límpida e especial de que todos somos feitos, se todos somos iguais perante o Criador ... diferentes uns dos outros, porém feitos a sua imagem e semelhança!
Não é raro ver-se confundir conhecimento com sabedoria, mas em que consiste na verdade uma coisa e outra?
Ter conhecimento é ter noção, informação, saber.
Por outro lado, ter sabedoria é ter muito mais do que conhecimento. É ter erudição, prudência, moderação, temperança, sensatez, reflexão.
Conhecem esta história? :)
Dois discípulos procuraram um mestre para saber a diferença entre Conhecimento e Sabedoria.
O mestre disse-lhes: Amanhã, bem cedo, coloquem dentro dos sapatos vinte grãos de feijão, dez em cada pé.
Subam, em seguida, a montanha que se encontra junto a esta aldeia, até o ponto mais elevado, com os grãos dentro dos sapatos.
No dia seguinte os jovens discípulos começaram a subir o monte.
Lá pela metade um deles padecia de grande sofrimento: os seus pés estavam doloridos e ele reclamava muito.
O outro subia naturalmente a montanha.
Quando chegaram ao topo, um estava com o semblante marcado pela dor; o outro, sorridente.
Então, o que mais sofreu durante a subida perguntou ao colega: - Como é que conseguiste realizar a tarefa do mestre com alegria, enquanto que para mim foi uma verdadeira tortura?
O companheiro respondeu: - Meu caro colega, ontem à noite cozinhei os vinte grãos de feijão.
Gosto desta historinha, espero que sirva para vocês também.
E voltando um pouquinho atrás, é comum que se confunda Conhecimento com Sabedoria, mas como podem compreender, são duas coisas muito diferentes.
Se prestarmos atenção, podemos verificar que a diferença é clara e visível.
O Conhecimento é o somatório de todas as informações que adquirimos, é a base daquilo a que chamamos de Cultura.
Podemos adquirir Conhecimento sem sequer vivermos uma experiência fora dos livros e das salas de aulas.
Podemos nos tornar Cultos sem sairmos da reclusão de uma biblioteca.
Já a Sabedoria, por outro lado, é o reflexo da vivência, na prática, quer pela experimentação, quer pela observação, da utilização dos conhecimentos previamente adquiridos.
Para se ser Sábio é preciso viver, experimentar, ousar, ponderar, amar, respeitar, ver e ouvir a própria vida.
É preciso buscar, sim, o conhecimento, a informação, mas deve-se atentar para não se tornar alguém fechado em si mesmo e no próprio processo de aprendizado.
Ter esse cuidado, é o mesmo que iniciar uma viagem e se encantar tanto com a estrada a ponto de não se importar com a demora em que chegar. Sabem aquela frase que diz que a felicidade está no caminho e não no destino? Pois é, isto é SABEDORIA!
Viver cada momento como se fosse o único, pois cada centelha de vida é transbordante de eternidade, de sonho, de magia, de encanto, de valor ... aprender a olhar para cada coisa, cada pessoa, cada momento com amor, compreensão, paciência, compaixão, tolerância, é apenas mais um exemplo de atitudes extremamente sábias ... então, sem fazer pouco caso do Conhecimento, associe a todo o que possuir, gotas de sabedoria e certamente, será mais feliz e a sua experiência na vida mais bem aproveitada.
Beijos muitos ... com o amor de sempre :)
Muito se fala,mas pouco se faz a respeito.
As pessoas ainda não têm a percepção exacta do poder das suas palavras, pensamentos, sentimentos e emoções.
Tudo isso junto define perfeitamente quem somos, e consequentemente o nosso destino, já que todo efeito tem uma causa.
Mas porque será então que, se esta equação é exacta, tantas pessoas ainda caem na mesma esparrela?
Penso que só pode ser porque, por norma, não prestamos a devida atenção a todas essas manifestações de nós mesmos, envolvendo-nos num ciclo vicioso de ideias negativas, muitas vezes também, acções negativas, e ignoramos todos os sinais que podem ser externos, chegando-nos daqueles que fogem do nosso mau humor e que são muitas vezes repelidos pela energia densa que emanamos, ou ainda internos, do nosso próprio corpo que pede socorro através de doenças e incómodos de vária ordem.
Muitos estudiosos das Ciências Mentais, entre eles cientistas renomados, pesquisadores, escritores, além de grandes especialstas da espiritualidade, têm esta teoria comprovada. Nós somos aquilo que pensamos.
Daí a importância de vigiarmos a nossa mente em regime permanente, pois a nagatividade assalta-nos de diversas maneiras, quase sempre através de bombardeamentos implacáveis sob a forma de vozes interiores, imagens involuntárias e destrutivas, deprimentes, que atacam a nossa Energia Vital, causando-nos tristeza, medo, ansiedade, irritabilidade e outros prejuízos inenarráveis que quase sempre culminam por transformar-nos em vítimas de nós mesmos.
Quem não reconhece as famosas frases « Ninguém me entende», «Tudo dá errado na minha vida», «As pessoas não prestam, ninguém é amigo de ninguém, desisto» e por aí em diante?
Isso é o que se pode chamar de pessimismo enraizado, quando a pessoa desiste antes mesmo de tentar dar a volta por cima. E porquê? Porque se habituou a reclamar! Porque é mais fácil ser coitadinha, pôr a culpa no mundo e, assim, abusa (e como) da auto-piedade.
Bem, é hora de dizer chega e dar um belo de um chute nesse modo de vida!
Que tal mudar tudo? Calma, não tem nada de difícil. Com boa vontade e persistência, qualquer um pode conseguir.
Em primeiro lugar, uma super faxina mental é necessária e imprescindível. Desintoxicação. Ou seja, deitar fora todos os sentimentos de inferioridade, de perda, de culpa, de baixa auto-estima, de pena de si próprio, de mágoa, de raiva, de ressentimento e ódio.
Livre-se de tudo isso. Entenda que tratam-se de venenos mortais que matam lentamente, pois afectam a alma, adoecem o espírito e fazem de nós lobos de nós mesmos.
Substituir o negativismo pelo positivismo pode parecer uma missão impossível, mas eu garanto que só é impossível aquilo que nunca tentamos, então, mude o padrão dos seus pensamentos.
Não critique tanto. Elogie mais.
Não aponte os defeitos. Note as qualidades.
Veja sempre as coisas sob um ângulo diferente daquele que observou primeiro antes de concluir alguma coisa.
Ouça a voz do coração, siga a sua intuição.
Não revide o mal que lhe fazem, faça sempre o bem.
Ame muito. Ame a vida, cada amanhecer, cada estrela do céu, a brisa no seu rosto, a chuva gelada.
Dê valor às coisas pequenas porque elas são as maiores.
Seja você mesmo, seja autêntico, não se preocupe em agradar a gregos e troianos.
Cuide de si, do seu corpo. Faça exercício, sinta-se saudável, sinta-se em forma.
Mas cuide igualmente da sua alma, faça o Bem, faça caridade, espalhe amor e perdão por onde quer que vá.
Quando cair, levante-se. Se doer, chore. Só não chore o resto da vida.
Ocupe o seu tempo. Trabalhe, visite os amigos, faça passeios sozinho ou acompanhado.
Brinque com as crianças, deixe-se embalar pelo seu riso puro.
Sonhe acordado, tenha essa ousadia e confie em Deus.
Sorria ... viva com um sorriso no rosto, seja educado, gentil, atencioso, generoso, pois lembre-se, que tudo na vida é acção e reacção. Recebemos aquilo que damos na justa medida.
Tire a prova se quiser. Mude o seu padrão comportamental, transmute a energia que o envolve, adopte novos hábitos de vida em todos os aspectos e depois conte-me as novidades.
É isso, meus amigos, isto é o que me move. É nisto que acredito, e é assim que tenho vivido.
Com uma coisa até os mais renitentes hão de concordar. É muito melhor ser feliz do que ser triste, embora, para muitas pessoas assumir a própria vida e conquistar essa felicidade seja tão difícil e trabalhoso que inconscientemente preferem acomodar-se à mediocridade de viver por viver.
Bem ... eu espero que este não seja o seu caso!!!
Beijos na alma, com o amor de sempre :)
Há momentos na vida em que é tão difícil tomar uma decisão importante ... Sentimo-nos confusos e divididos entre dois lados, não sabemos que rumo tomar, e frequentemente temos medo de nos arrependermos de fazer a escolha errada.
Isto pode acontecer quando não sabemos se abandonamos um relacionamento ou não, se trocamos de emprego, se mudamos de país, enfim, decisões que podem mudar por completo o rumo de toda uma vida ... E por causa desse medo, muitos acabam por estagnar. Por não dar passo algum em direcção alguma, só que o não fazer nada também é uma acção que gerará uma reacção, como qualquer escolha que se faça.
Como eu entendo essa dificuldade ... já estive muitas vezes entre a espada e a parede, sem saber o que fazer, e com medo de fazer a opção errada.
A teoria de que devemos sempre seguir o coração, por ele ter todas as respostas não costuma fazer muito sentido para quem está no meio de um caos emocional ... porém, ainda assim, é a mais pura verdade.
A novidade é que no fundo, no fundo, nós sempre sabemos. A verdade está lá. A resposta está ao nosso alcance. Basta olharmos para dentro ou procurarmos ouvir os murmúrios da nossa alma. Basta também ter coragem suficiente para encarar as coisas tal como são.
O problema é que muitas vezes nós não queremos ouvir tais murmúrios porque a nossa vontade é diferente da Verdade Universal, ou seja, o que queremos é que a voz interior nos diga o que queremos ouvir, não o que deve ser, e quando isso não acontece sofremos porque não queremos aceitar. Porque a verdade dói. Porque uma parte de nós teima em persistir no erro, em vez de abandonar o passado e confiar na nossa intuição. Uma parte de nós não quer aceitar que aquela pessoa não nos serve, que determinada situação é insustentável, que a nossa felicidade não está ali. Então, relutamos em agir.
Mas, o que fazer, então?
Como vencer essa batalha contra nós mesmos? É difícil. Sei porque já vivi isso, e sei porque já acompanhei, e acompanho, muitas pessoas queridas nessa mesma luta, mas eu penso que a solução reside em darmos um passo de cada vez.
Não adianta tomar uma decisão intempestiva, da qual não se está 100% certo, para depois sofrer, achando que se deitou tudo por água abaixo. Nesse caso, é preferível persistir no erro mesmo, pois o tempo é diferente para cada um de nós. Eu posso precisar de uma semana para ter certeza de que o caminho é um, mesmo que eu preferisse que fosse outro, enquanto que outra pessoa precise de apenas 2 dias, ou quem sabe de um mês, até mesmo 1 ano.
Essas pessoas que levam mais tempo a aceitar a sua verdade não são mais fracas, nem menos capazes. Simplesmente, são assim. Cada caso é um caso, e cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.
Sofro, quando vejo claramente que o caminho de uma amiga, por exemplo, é o da direita, e vejo-a ir pelo da esquerda. Mas, não posso impedi-la porque cada um aprende por si mesmo, e há coisas que só se aprendem no caminho errado. Pela dor.
Posso, sim, tentar elucidá-la, mas jamais tomar decisões por ela, jamais tentar de todas as formas influenciá-la a vir comigo, pois essa decisão é individual. E ela nunca se perdoará, talvez nem a mim, se um dia ficar um resquício de dúvida do tipo « e se eu tivesse tentado»?
É por isso, que mesmo sabendo que é uma estrada sem saída, deixo essa amiga ir em frente, quem sabe até vá com ela, pois se assim ela escolheu é porque precisa de aprender alguma lição que só dessa forma será apreendida. E eu estarei ali para levantá-la quando ela cair, e fazer com ela o caminho de volta.
Se não existisse o medo, e se as pessoas acreditassem mais em si mesmas, não seria necessário tanto sofrimento. O medo é um dos nossos maiores inimigos porque ele corrói a alma, impede-nos de viver, de sermos o que somos. Se há algo que não devemos temer é a verdade do nosso coração, porque por mais contrária que esta seja relativamente a da nossa razão, é a única Verdade que existe.
A Verdade é só uma, e o âmago do nosso ser conhece-a, a despeito de a querermos aceitar ou não.
Hoje aprendi a confiar nos meus instintos. Ainda tenho um longo caminho pela frente, mas posso dizer que hoje, sim, confio bem mais em mim mesma, e cada vez consigo distinguir melhor dentre as vozes que me sussurram qual é a do coração. Isso aprende-se com o tempo, com a prática, com o desenvolvimento da intuição. Não é necessário ter poderes paranormais, nem ser especial. Qualquer pessoa pode aprender a seguir a voz da intuição, contanto que entenda que esse ouvir, é na verdade um sentir. E a partir daí acreditar. Confiar. Não sentir medo de falhar, de sofrer, pois quando seguimos a nossa intuição caminhamos rumo ao nosso destino que é onde se encontra a nossa paz.
Muitas vezes, só de abandonar o caminho errado, essa paz já nos invade, se deixarmos ... E é aí que sabemos que estamos certos, que mesmo com aquela dorzinha lá no fundo que provém da resistência em abandonar velhos hábitos, estamos certos de que ela logo será substituída pela alegria de ser livre, de encontrar a paz, de nos encontrarmos com o nosso verdadeiro EU.
Confiem, não temam mudar a vossa vida de ponta a cabeça se for necessário, e se for isso que vos diz o vosso coração. Sigam em frente sem medo e lembrem-se que o medo aprisiona a alma. Libertem-se e vivam a Vida em toda a sua plenitude.
Beijos meus, com o amor de sempre.
Sentada numa rocha, contemplo o mar agitado diante de mim.
As ondas embatem violentamente contra a pedra dura e salpicos de água salgada tocam-me o rosto.
Eu devia sair daqui.
Não apenas o mar cada vez mais se agita, como o céu escurece e um vento gélido começa a soprar, uivando, irritando-se com os meus cabelos negros ... mesmo assim não me mexo.
Fico ali sentada, olhos fixos naquela imensidão de água revolta sob a tempestade que começa a se formar ... mas não temo nem um pouco, porque me identifico com aquela fúria agora incontida.
Talvez um dia consiga eu também extravasar dessa maneira as minhas angústias e aflições, mas por enquanto, eu acalmo-me só de olhar esse cenário apavorante.
Sinto que não estou só. A alma do mundo fala comigo ... e quanto mais o vento castiga os meus cabelos, o meu rosto molhado e frio, mais eu me alheio àquilo que parece, que se pode ver com os olhos, e mergulho no subconsciente daquele desabafo da Terra.
Sinto-me culpada por cada um de nós … se pudessem perceber a tristeza traduzida por toda aquela violência … sim, não é fúria, é tristeza que já não se suporta sentir. Fecho os olhos então, concentro-me e sinto aqui dentro no peito, diante daquela explosão arrepiante de emoções, um palpitar rápido e descompassado, tão perigosamente rápido como se a qualquer instante pudesse o meu coração parar de bater.
Agora sim. Abro os olhos de súbito e levanto-me.
Não para fugir.
Não para enfrentar.
Deixo-me estar parada … estranhamente a velocidade e força do vento não me empurram, como se não mais me tocasse …
... e é nesse momento que ergo os braços, enfrento os céus, e obedecendo ao meu comando mental aquieta-se o mar a minha frente ...
... clareia o céu sobre a minha cabeça ...
... e agora é uma brisa suave quem me beija o rosto. Está tudo bem. Mais uma trégua.
Mas como poderei eu transmitir tudo isto sem parecer louca?
Resolvo não me preocupar ... uma dose certa de loucura é essencial ao ser humano, e se esta experiência ( mais essa) é um indício, então está tudo bem.
Beijos da Debby Baby, com amor :)
Levanto os olhos para o firmamento pontilhado por pozinhos brilhantes ... uma imensa lua cheia decora o manto negro da noite ... a brisa que vem de longe balança-me os cabelos, traz segredos de outros tempos, sussurra aos meus ouvidos coisas que não posso entender, mas que me consolam completamente.
Quase nada tem o poder de me devolver a energia dispendida quanto esse vento no rosto ... essa sensação de ser una com o Universo inteiro ... a minha alma que dança ao sabor do tempo, batucada que não se ouve mas se sente... e então fecho os olhos, deixo pender a cabeça para a frente ... estou leve, vazia de todas as dores, e medos, e perguntas sem respostas ... veio de repente essa paz que me invade, sensação de poder recomeçar a partir de qualquer ponto.
Por isso levanto o meu corpo devagar e ponho-me a dançar ... no início não são exactamente passos de dança.
São apenas o ir e vir do corpo sem nenhum comando consciente.
Uma espécie de transe.
A música não vem de lá. Vem daqui. De dentro.
Começa lenta e vai se tornando aos poucos, mais e mais rápida, compassada, exigindo de mim a liberdade de sentir intensamente, de rir alto, de deixar as lágrimas lavarem o meu rosto também.
... Uso roupas brancas, tecido esvoaçante ... os meus cabelos negros como o azeviche dançam comigo, misturam-se a cada alegria que trago em mim, cada marca do passado, mesmo aquelas para as quais sempre evitei olhar ... nesse instante tudo se mistura, e se torna uma experiência única, e fantástica. Exaustiva, frenética e delirante ... A experiência inenarrável da vida.
Vejo rostos a minha volta, enquanto danço de olhos fechados pelas dunas daquele deserto.
Rostos amigos, rostos que estão no meu presente, no meu passado, rostos do meu futuro ...
Quem disse que o tempo é real? Ah, doce ilusão. Só o agora existe!
Passado e futuro convergem para o presente, por isso estão também ali rostos que se foram,e que me sorriem ... arrepios de emoção tomam conta do meu corpo suado, dançando sem parar, num ritmo agora quase alucinado.
Quando finalmente me deixo cair de joelhos, ofegante, agarro a areia entre as mãos, sinto-a escorrer entre os dedos,e erguendo a cabeça vislumbro os primeiros raios de sol.
Não sabia que aquele momento tinha durado tanto, uma noite inteira, mas encanta-me ver nascer o dia. Era este o símbolo do recomeço, e agora eu sabia que estava pronta, pois tinha tido um encontro incrível com a alma do mundo.
Tudo se torna possível quando simplesmente acreditamos, e mais facil quando somos capazes de sentir ao invés de entender, quanto mais tentar, inutilmente, explicar!!!
Ontem eu era uma menina magrela
Que brincava descalça nas ruas da Samba
Onde morava o meu avô Ferreira
Hoje eu sou uma mulher
Digamos, bem constituída :)
E adoro um salto alto
Embora nada se compare a andar descalça na areia da praia
Ontem eu lia banda desenhada
E inventava histórias com cenários fantasiosos
Hoje eu leio livros sobre espiritualidade
E gosto de escrever sobre o que me vai na alma
Ontem eu era criança
E acreditava no Pai Natal
Hoje eu cresci
E agora acredito que as fadas existem
Ontem eu gostava de ir de férias
Para passear pelos shoppings das cidades
E comprar tudo que aqui nós não tínhamos
Hoje eu troco qualquer cidade
Pelo contacto com a Natureza
Vento no rosto, cheiro de terra
Banho de cachoeira
Ontem eu era apenas filha
E só sabia o que era sorver de um amor sem medida
Hoje eu sou mãe
E sei o tamanho e a força deste amor desmedido
Ontem eu sonhava com coisas
Que achava impossíveis
Hoje eu acredito nos meus sonhos
Por mais difíceis que pareçam de se realizar
Ontem eu não me entendia
E acreditava quando me diziam que eu era tola
Por perdoar e não saber como fazer para guardar uma mágoa
Hoje eu sei que sempre estive certa
E agradeço por jamais ter aprendido tal coisa
Ontem eu calava a voz que berrava em mim
Para não ferir susceptibilidades
Hoje eu digo a verdade, mesmo que ela doa
Pois essa é a maior premissa da amizade
Ontem eu demorava a tomar decisões importantes
Por medo de errar
Hoje eu aprendi que o tempo não deve ser desperdiçado
Ontem eu preocupava-me com a opinião alheia
Hoje eu sei que a minha vida me pertence
Que ninguém irá vivê-la por mim
Ontem eu cometi erros
Que me custaram muitas lágrimas
Hoje eu ainda cometo erros
Porque a vida é um eterno aprendizado
Ontem eu era feliz como era
Com o que eu tinha
Hoje eu sou mais feliz ainda
Porque sou grata por todas as bênçãos da minha vida
Porque a alegria de viver dança em mim
O amor hospeda-se na minha alma
E manifesta-se pelo meu corpo
Ontem … eu era só uma menina
Hoje eu sou uma Mulher
Ou quem sabe, uma Menina - Mulher
Como gostam de me chamar