terça-feira, 21 de outubro de 2014

Do nada ... pânico!




Pois é, gente. É bem mais comum do que imaginam, sabiam?

O grande problema é que a maioria não fala sobre o assunto.

Mas, vamos lá. Eu já falei aqui antes, e hoje vou falar de novo.

Por mais calmos, tranquilos e zen que sejamos, sempre tem um dia que a casa cai.

Isso pode acontecer de duas formas: uma mais natural, digamos assim, do que a outra. Ou seja, essa outra, pode implicar cuidados médicos e não pode ser negligenciada, sob pena de se agravar.

Às vezes o motivo é bem concreto, está ali, bem debaixo do nosso nariz, mas outras vezes ficamos, como popularmente se diz, sem chão, e nem mesmo conseguimos identificar em condições, as razões.

Querem saber de uma coisa? Nem tudo tem que obedecer obrigatoriamente a uma lógica.

Às vezes isso deixa-me exaurida, essa necessidade de dar conta de tudo que somos, que sentimos, que nos vai na alma, principalmente para as outras pessoas. Por mais que as amemos.

Acho que prestar conta de tudo isso a nós mesmos é importantíssimo. Aliás, essencial, para o nosso crescimento e desenvolvimento enquanto espíritos numa escala evolutiva. Mas fazê-lo para os outros, só se nos sentirmos prontos. E nem sempre estamos. E isso não significa falta de confiança, muito menos de Amor. São motivos pessoais na medida em que cada pessoa possui a sua individualidade.

É que muitas vezes, só estamos com vontade de chorar por causa de algumas coisas acumuladas. Uma dorzinha que ainda dói aqui, um incómodo acolá, uma lembrança ruim, uma situação estressante no trabalho que não queremos transportar para o ambiente doméstico porque não é, de facto, importante, uma qualquer preocupação relacionada com uma qualquer coisa, que isoladas seriam tiradas de letra, mas que todas elas juntas, um dia podem nos fazer perder a linha.

Desde que isso não implique destratar ninguém, e sim ficar na minha, chorar o rio de lágrimas a que tenho direito até a exaustão, sentir-me a pessoa mais infeliz do mundo, padecer de pena de mim mesma só enquanto durar aquele momento, e acreditem em mim, ele nunca dura mais do que um momento, não vejo porque não usufruir do direito de manifestar no recanto seguro do meu lar, ou de algum lugar tranquilo, aquilo que me vai na alma. Em paz.

Muitas vezes é só disso que precisamos. Um tempo a sós, um banho de mar, uma caminhada ao ar livre, 15 minutos de meditação, algum tempo de oração, o ritual de acender uma vela ou qualquer outro, um encontro com Deus, seja lá quem for essa entidade para cada um de nós, e pronto ... os batimentos do coração desaceleram, a respiração volta ao normal, as lágrimas secam e a paz toma conta de cada pequena parte do seu Ser.

A paz volta a reinar.

E quando/se acontecer de novo ... depois a gente resolve do mesmo jeito.

A aceitação é importante. Ter consciência de que precisamos tomar as rédeas é mais importante ainda. Com fé, coragem e determinação, qualquer pode chegar ao pódio dos vencedores.


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

COISAS QUE JAMAIS DEVERÍAMOS PUBLICAR NAS REDES SOCIAIS



Oi pessoas, hoje trago um assunto bem prático. Mas é que às vezes me deparo com tamanhas exposições da vida privada que chego a ficar preocupada.

Tudo bem, hoje em dia a coisa fugiu um pouco muito do controle e muitos de nós não resistimos a fazer aquele post sobre aquela novidade maravilhosa, a tão esperada viagem, o emprego novo, o aniversário dos adorados filhos, ou o nascimento ... enfim, mas tudo pede um pouco de moderação. Venhamos e convenhamos, concordam?

Eu estive a pensar e assim de cara, eu lembrei de algumas coisas que EU, pessoalmente, nunca publico nas redes sociais. Vamos lá verificar a listinha:

1. Mencionar se estou ou não sozinha em casa (isso é perigosíssimo, na medida em que não sabemos quem é quem, nem quando algum mal intencionado está à espera de uma oportunidade para a assaltar ...)

2. Avisar a hora que vou sair para uma festa, ou seja lá para onde for (Outra coisa perigosa, pois qualquer um tem acesso ao nosso perfil público na internet facilmente, e bandidos podem ficar de tocaia)

3. Anunciar o lugar para onde vou viajar de férias com antecedência (O máximo que faço é depois de chegar ao destino fotos de mim mesma me divertindo com a família e/ou amigos. Preservar os planos pode ajudar a evitar muitos dissabores)

4. Postar todos os santos passos ao longo de um dia inteiro (Acho isso doentio, aquelas pessoas que dão conta de absolutamente tudo que fazem ao longo do dia, do tipo: "cheguei ao trabalho", "vou rapidamente ao banco", "vou almoçar no lugar de sempre", "encontrei o João", "a máquina fotocopiadora avariou", "hora de ir para casa", "que trânsito horrível", "detesto chegar e ainda ter afazeres domésticos", "finalmente vou dormir", "mas antes vou ler mais algumas páginas do livro tal", "agora sim, boa noite"!!!! Come on! This is not normal!!!

5. Fazer check in no Facebook (No Facebook tenho mais de 800 pessoas adicionadas e definitivamente não me interessa que essas 800 pessoas tenham conhecimento de cada lugar em que eu me sento)

6. Postar fotos comprometedoras (Não falo em fotos íntimas. Mas às vezes tiramos fotos na maior animação, em festas, na folia, brincando com os amigos, e essas fotos que nós sabemos que nada têm de errado, podem cair nas mãos de um futuro empregador, por exemplo, que não sabendo das circunstâncias em foram tiradas, pode ficar com uma má impressão nossa, desnecessariamente)

7. Detalhes da vida profissional (O seu trabalho é a sua vida profissional e muitas vezes ela requer sigilo. Não é para ser exposta em público, mencionado o que fez, detalhes do que vai fazer, especialmente se forem coisas de caráter confidencial, portanto, não arrisque a sua carreira por não conseguir conter a sua língua)

E, é assim. Essas são apenas algumas das coisas que me ocorreram enquanto escrevia o post. Se o tivesse preparado, provavelmente teria muito mais para citar, mas por outro lado acho melhor assim. Acho mais expontâneo ;)

Beijos meus amores e perdoem-me a falta de regularidade.

Prometo que vai melhorar.

Beijoooos mil. Todos.

Com Amor.

Débora.

domingo, 27 de julho de 2014

Hello Again

Quando penso no tempo que fiquei sem escrever, desprovida de qualquer inspiração, nem a mínima vontade, custa-me a acreditar.

Aqui e ali ia dando uns pitacos, nomeadamente no Facebook, mas aqui, nesse meu espaço, que criei para esse propósito, eu teimava em chegar. Como se tivesse algum receio. Como se não estivesse pronta.

E, eu não estava. A bem da verdade, sem entrar em detalhes lamuriantes, a minha vida virou de ponta a cabeça, tive meus sonhos remexidos, meu orgulho ferido, minhas perguntas sem respostas, minhas respostas se tornaram vagas e insatisfatórias ... o mundo tal como eu o conhecia, ruiu.

Não pensem que me vitimizo. Eu não! Tudo que aconteceu na minha vida estava na ordem dos acontecimentos após cada uma das minhas escolhas. E nem sempre a gente escolhe certo, não é? Mas também é quando escolhemos errado que ficamos com um termo de comparação. Por isso, eu repito. Não sou vítima de nada. Cada experiência que vivi acrescentou à minha vida, conhecimento. Esse é o tipo de coisa que não se compra, não se toma emprestado, não se adquire de nenhuma forma a não ser, vivendo.

That's why eu sou extremamente grata à vida pela chance que me deu de recomeçar.

E vou logo avisando que voltarei com tudo. A minha língua afiada como sempre, a minha palavra sempre pronta a ser a registada e deixada aqui quer leiam duas, quer leiam 1000 pessoas. I don't care. Eu escrevo mais para mim do que para os outros, portanto, se agrado, ainda bem. Fico feliz. E caso não, i'm sorry ... blogs não faltam por aí.

Planos tenho uns tantos. Mudar esse layout, pôr algo mais a minha cara e a cara de quem lê e gosta da " Minha Palavra". Escrever sobre um leque de coisas mais vais variadas, tudo que me chamar a atenção e ir contando, aos poucos, bem aos pouquinhos, determinadas novidades na minha vida. Quentìssimas.

E é isso. Por hoje. Meus olhos não me obedecem, fecham de sono, literalmente. Então are amanhã. Fiquem com Deus.


Beijo meu ��

Débora

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

MENSAGEM DO DIA

Sempre ouvimos dizer que não adianta fugir dos problemas, pois eles nos perseguem. Ou então, esperam por nós.

Eu concordo. A fuga só adia o acerto de contas que, sempre chega. Implacável.

Porém, nem sempre que nos afastamos das causas dos nossos problemas é porque queremos fugir delas, e sim, porque precisamos de agir dessa forma para nos recuperarmos, fortalecermos e criarmos condições de enfrentar aquilo que nos causa desconforto.

Muitas vezes, é quando nos afastamos que conseguimos ter uma visão mais ampla das coisas. É quando enxergamos coisas que antes não podíamos ver. E é também nessas condições que, ficamos a sós com o nosso eu e temos a oportunidade de refazer o caminho, recontar a estória e mudar o final.

No final, não existem receitas mágicas. Cada um deve encontrar o seu próprio meio de ser feliz. Nem tudo o que funciona para uns, funciona para todos. O importante é o auto-conhecimento.

Tenham um lindo dia, amores.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O VAMPIRISMO EXISTE



Ao ouvir essa palavra, "vampirismo", logo pensamos em vampiros sugadores de sangue humano, Iguais àqueles, os "vampiros maus" da saga O Crepúsculo. 

Mas, engana-se quem pensa que é essa a única maneira de vampirizar alguém. E se vampiros que nos saltam para o pescoço nas esquinas das ruas escuras e desertas, são apenas uma lenda (ou não), notem bem que, os que são capazes de sugar a energia vital de um ser humano, existem e andam no meio de nós. Pior! Nem sempre eles são estranhos, meros desconhecidos. Muito pelo contrário, o vampiro em potencial tende a ser alguém que se encontra bem mais perto. Pode ser um vizinho, um colega de trabalho, um amigo ou uma pessoa da família. 

A partir daqui podemos concluir que, muitas vezes, o vampirismo é uma ação inconsciente. 

Por exemplo, imaginemos um hospital, onde é comum encontrarem-se pessoas muito doentes. E além destas, também os seus parentes, naturalmente carregados de preocupação pelo ente querido ali internado.

A energia desse lugar não é das melhores. Existe dor, sofrimento, medo. As pessoas não sentem isso porque querem. Sentem porque sentem. Eu poderia citar outros exemplos de ambientes cuja energia é extremamente densa. Mas eu acho que vocês já entenderam e, assim eu não tenho que escrever palavras negativas (tudo tem energia). Portanto, devemos evitar ao máximo frequentar esses lugares. Claro que, nem sempre temos como evitar, e quando for assim, precisamos de nos preparar melhorar espiritualmente, porque todos estamos sujeitos à este tipo de ataques.

Eles são tão corriqueiros, e no entanto, ainda assim, uma grande quantidade de pessoas ignora a sua existência e nem desconfia dos sinais, que são sintomas que facilmente podem ser confundidos com doenças, ou ainda outros, aos quais não damos importância.

Existem pessoas, que se prestarmos atenção, quando estão perto de nós, nos fazem sentir mal. E lugares também. Existe quem não consiga entrar em determinada casa de tal pessoa, porque se o fizer vai se sentir pesado, tonto, enjoado.

Vamos ver alguns sinais, ou sintomas, que podem nos ajudar a reconhecer vampiros.

  • De repente, sentimo-nos cansados, sem que haja motivo para isso.
  • Um sono fora do comum, e fora de hora, desaba sobre nós.
  • Desânimo, depressão ou falta de vitalidade, de um momento para o outro.
  • Irritabilidade, ansiedade ou impaciência, também devem ser notados.
  • Dores no corpo e, principalmente, dores de cabeça.
  • Falta de ar, tontura, mal estar geral. Nesses casos, o vampiro está muito perto, ou pior, está naquele instante preciso, roubando a sua energia.

Mas, o que é isso de energia vital? E o que mais esses vampiros procuram nas suas vítimas?

Energia vital, de uma forma bem resumida, é a energia responsável pela manutenção da vida. Por isso é que, ocorrendo perdas grandes da mesma, a pessoa pode ficar doente.
É uma energia que não é perceptível aos nossos sentidos (pelo menos, da maioria das pessoas), como o é, por exemplo, a energia elétrica, nuclear ou magnética.
A energia vital é um composto do qual fazem parte, o corpo físico, a alma e o espírito. A energia vital é a nossa aura.

Assim, temos a energia do amor, da paz, da saúde, da alegria, e são essas as outras formas de energia que os vampiros buscam desesperadamente, pois delas carecem. E muito.

Sobre vampiros intencionais ou não, notem a diferença. Uma pessoa pode ser vampirizada por alguém que goste muito dela, mas que de alguma forma, a atormente constantemente. Isso acontece, por exemplo, com pais que cobram demais dos filhos, exercendo muita pressão psicológica, e sem saber, estão a "roubar" a sua energia.

Um outro bom exemplo é o sexo. Sim, o sexo. No ato sexual ocorre uma das maiores trocas de energia entre dois seres humanos. As energias de cada um se misturam. Podem se encaixar perfeitamente, ou não. Isso significa que devemos nos preservar, e apenas trocar essa energia com alguém que a gente conheça bem. Caso contrário, o parceiro vampiro pode roubar a sua energia. Assim, muitas vezes as pessoas adoecem espiritual ou emocionalmente, e não sabem porquê. Portanto, evitemos o sexo casual, pois isso não nos traz nada de bom, a não ser o prazer momentâneo. Uma vez li algo muito interessante: "meu corpo é o templo do meu espírito". Devemos preservá-lo sempre da melhor maneira possível. #ficaadica

Agora, totalmente diferente é o caso daquela pessoa recalcada, mal amada, invejosa ou despeitada, que quando olha, ou pensa, numa outra que seja tudo aquilo que sempre quis ser, emana ódio, raiva, rancor. Destila veneno. Esse tipo de vampirismo, mesmo que a pessoa dê outro nome, é totalmente consciente. 

Vocês já repararam que pessoas alegres, divertidas, bem sucedidas ou populares, são as mais mal faladas? Isso acontece porque a alegria dos outros, infelizmente, incomoda muita gente. Pessoas sombrias, intriguistas e que adoram lançar a semente da discórdia. Pessoas sem luz própria e, de alma vazia de amor e compaixão.

Isso não quer dizer que devemos viver amedrontados, isolados ou tentando adivinhar fanaticamente quem são os vampiros ao nosso redor. Existem formas de nos protegermos desses ataques espirituais, e a melhor dela é exatamente, mantendo a nossa própria energia bastante elevada. O semelhante atrai o semelhante. Significa que uma pessoa negativa jamais poderá atingir uma pessoa positiva. Agora, quando as duas pessoas estão na mesma sintonia, vibrando na mesma frequência, aí não tem jeito. O mais forte, suga tudo o que puder.

Abaixo, algumas atitudes que podemos, e devemos, adotar para blindar a nossa aura:
  • Domine o medo, pois, o medo nos deixa vulneráveis. E as energias sinistras alimentam-se do nosso medo.
  • Não se culpe infinitamente por nada. Todos nós erramos, e aprendemos. O sentimento de culpa torna-nos mais fracos.
  • Faça com que o amor venha primeiro. Ou seja, ao invés de se deixar dominar pela negatividade, rancor ou tristeza de outra pessoa, antecipe-se, emando luz, amor, alegria, tudo isso conscientemente. A luz é mais forte que as trevas. O bem é mais forte que o mal. Se formos do bem, esse tipo de mal não nos atingirá.
  • Ame-se muito. Todos temos que nos valorizar e ouvir a voz da alma. A força interior é a nossa maior defesa. 
  • Suba o seu nível vibracional através dos seus bons pensamentos, boas ações, palavras e sentimentos, pois as flechas não alcançam o céu. Crie uma total incompatibilidade com as energias negativas e estará seguro.
  • Sorria. Melhor ainda, ria muito. Alegria atrai alegria.
  • Fuja de conversas negativas, como fofocas, intrigas e maledicência. Não participe delas. Se for possível, abandone o lugar, porque uma das formas dessas coisas do mal nos atingirem, é através da mente e do coração. É importante manter a mente atenta e o coração limpo.
  • Afaste-se de pessoas que só o puxam para o lado negativo da vida. Evite lugares onde a energia é baixa e muito carregada. Leia coisas edificantes, que lhe acrescentem alguma coisa de bom.
  • Filtre muito bem quem você deixa entrar na sua casa. 
  • Abra as janelas, e deixe a luz entrar e o ar circular todos os dias. Lugares abafados, escuros ou desarrumados, atraem energia negativa.
  • Cultive o hábito da oração.
  • Faça uma reeducação alimentar, pois o que nós comemos não se reflete apenas no nosso corpo físico.
Enfim, seguindo essas dicas, e desenvolvendo o dom do Amor Sublime em nós mesmos, tornámo-nos indigestos para essa galera vampira que anda por aí rsrsrs.

Um beijo, com o amor de sempre.


quarta-feira, 5 de junho de 2013

ESCOLHAS VS CONSEQUÊNCIAS



Olá queridos, como vão vocês?

Hoje, logo cedo, ouvi na tv, a seguinte frase:

"Você é livre para fazer as suas escolhas, no entanto, é prisioneiro das consequências".

Achei assim ... literalmente, tudo, essa frase.

Lógico que eu já sabia (todo mundo sabe, espero)  que toda ação gera uma reação, causa e efeito, etc, mas achei essa frase tão perfeita que, decidi dissertar um pouco sobre ela.

Qualquer um de nós dá valor à liberdade. 

Liberdade de ir e vir. 
Liberdade de expressão. 
Liberdade para ser e fazer o que nos apraz. 

E isso é uma coisa boa, certo? Nascemos para ser livres e senhores dos nossos narizes.

"Quem bons frutos semeia, bons frutos colhe". Essa é outra frase feita que, quer dizer a mesma coisa. 

Toda liberdade esbarra num limite. A minha liberdade termina onde começa a sua. 

"Tudo posso, mas nem tudo me convém". Mais uma frase de efeito (hoje é o dia das citações) e tão, tão imensamente verdadeira.

Se eu posso mentir, enganar, trair, roubar, fazer trinta por uma linha? Sim, eu posso. Mas não devo.

Se posso ser tão má, tão vil, tão maquiavélica, e cometer atrocidades? Em tese, poder, eu posso. Mas não devo.

Essa noção do que devemos ou não, do que podemos ou não, do certo e do errado, e esse instinto natural que a maioria de nós tem e que nos diz a coisa certa a fazer, é algo que nasce connosco. Sim, eu creio que algumas pessoas sejam, naturalmente, mais corretas, digamos assim, do que outras.

No entanto, é algo que também se aprende. De preferência desde cedo. E também é algo que se alimenta, se cultiva, se desenvolve. Basta querer.

Na nossa vida quotidiana, fazemos escolhas diariamente, várias vezes por dia.

Ir trabalhar ou ficar a dormir?
Ir para a balada no meio da semana e perder aula no dia seguinte, ou ficar em casa a estudar?
Ir ao médico saber o porquê daquelas fortes dores de cabeça, ou deixar para "amanhã" e enquanto isso, automedicar-se?
Cursar direito ou medicina?
Casar por amor ou por conveniência?
Ter um filho ou interromper uma gravidez?
Ir de carro ou de transportes públicos?

Fazemos escolhas a todo o momento. Algumas delas, são bastante simples e o que quer que se escolha, não influencia grande coisa na dinâmica do funcionamento do Universo e das Leis Naturais da Vida. 

Porém, ainda assim, elas acarretam consequências quase imperceptíveis para nós, mas que estão lá. Vibrando no infinito. 

Outras escolhas, entretanto, são decisões sérias que vão determinar toda a nossa vida e o nosso futuro. Em alguns casos, as vidas de outras pessoas também. 

Não tem como fugir das consequências dos seus atos. Tarde ou cedo, a Vida apresenta a fatura. 

Quando o saldo é positivo, que maravilha. Sim, porque consequência não é necessariamente uma coisa negativa. Aí, só somamos e colhemos os tais frutos doces, de acordo com a nossa semeadura.

Mas quando o saldo vem negativo, somos forçados a encarar e a pagar o preço dos nossos erros.

Na verdade, é deste modo que a maioria de nós aprende. Na prática. 

A imaturidade, ingenuidade e a falta de conhecimento podem nos conduzir por caminhos tortuosos, e isso um dia trará as devidas consequências. É a lei do retorno. Já ouviram falar?

Então, minha gente, quanto mais cedo nos dermos conta de que somos os únicos responsáveis pelos nossos atos, convém pensar antes de agir e fazer a escolha certa. 

Só que nem sempre é fácil. 

As vezes, simplesmente não sabemos o que fazer numa determinada situação da vida. Nessa hora, eu aprendi a entregar tudo nas mãos de Deus e esperar que Ele me inspire a tomar a melhor decisão. Não apenas para mim, mas para todos que estão conectados na mesma sintonia que eu. Sim, porque antes de tudo, vem o bem comum. 

E aí? Você está seguro das escolhas que fez hoje? Se não estiver, ainda tem tempo de voltar atrás e fazer a "coisa certa" ;)

Beijos de luz, meus amores.

p.s. imagem do google

SAMORA - QUE NÃO TENHA SIDO EM VÃO

Boa noite, queridos. Tudo bem?

Bárbara, mais conhecida por Samora, foi vítima de um crime brutal na cidade de Luanda (minha home town), em Angola. Ainda não se tem conhecimento de todos os detalhes, visto que a tragédia aconteceu há poucos dias (30 de Maio), mas já se sabe que a mandante do crime foi uma "amiga" da vítima.

Oi? Como assim, amiga? Não dá para acreditar mesmo, é demais para a minha cabeça pensar que tem gente tão falsa, tão hipócrita e dissimulada, ao ponto de premeditar um ato hediondo como esse enquanto convive "naturalmente" com o seu alvo.

Em entrevista concedida à televisão e rádio angolanas, que você pode ver aqui , o marido da Samora, Atos, que por sinal é uma pessoa que eu conheço de longa data, apesar de não termos proximidade, revelou que a sua esposa foi almoçar com a maquiavélica Judith na véspera do crime.

No dia seguinte, logo de manhã cedo, ela deixou a sua filha na escola e seguiu para uma reunião de trabalho nos arredores da cidade. E pronto. Daí em diante ela nunca mais apareceu. Foi procurada em todos os lugares possíveis e imaginários, e a sua busca foi muito ativa nas redes sociais onde familiares, amigos, conhecidos e até estranhos, divulgaram a sua foto, pedindo por notícias. Eu fui uma dessas pessoas.

Infelizmente, volvidos estes dias, as notícias que chegaram para todos não foram nem um pouco felizes. No decorrer da investigação, a polícia conseguiu a confissão da suposta amiga, que reconheceu ter encomendado o crime e indicou o local onde se encontrava o corpo, dando detalhes de como Samora perdeu a vida. Ela foi brutalmente esfaqueada, várias vezes, sem dó, nem piedade.

E assim, rouba-se a vida de uma mulher, mãe de duas filhas com menos de 10 anos, esposa, trabalhadora e querida por todos.

Ainda não se sabe o que pode ter motivado o crime por parte dessa pessoa vil que se dizia amiga da vítima. Não se tem ideia do que pode ter acontecido, porém, embora todos queiramos saber o que faz um ser-humano descer tão baixo, não há nada, absolutamente nada, que justifique tamanha barbaridade.

Enfim, queridos, esse post não é para noticiar o ocorrido, e sim para induzir à reflexão em todos nós.

A sociedade (mundial) está gravemente doente, e isso é visível tendo em conta o circo de horrores apresentando por toda a parte.

Não me venham culpar os governos, a fome e a miséria, porque isso não me serve de justificativa. Tem muita gente pobre, que sempre teve uma vida muito difícil e nem por isso, vira marginal. Criminoso. Assassino. Além do mais, no caso da Samora, a mandante do crime, segundo consta, era alguém do mesmo nível social. Qual será então a desculpa para tal desatino?

A meu ver, o X da questão é muito mais sério e complicado. Tem a ver com valores invertidos, princípios esquecidos, cultura de ódio, de vingança, de ganância, de poder, de se dar bem sempre, passando em cima de quem estiver no caminho.

Lamentavelmente, hoje em dia, falar de amor, de paz, de perdão, reconciliação e outros conceitos assim, é um papo chato, careta, ridículo. As pessoas parecem não ter tempo para fazer nada de bom, além daquilo que fazem por si mesmas e no máximo, pelos seus, e mesmo assim, só àqueles mais próximos.

No meio de tanto egoísmo, tanto individualismo, tanta frieza, não me espanta que os seres-humanos (muitos deles) tenham perdido, justamente, a humanidade. E assim, mentem, roubam, prejudicam, caluniam, difamam, raptam, torturam, matam, tudo isso com uma perna às costas, ou seja, sem a menor dificuldade. Sem medo. Sem culpa. Sem remorso.

Aonde iremos parar? Quando o mundo acordará para a única verdade que existe, a de que o amor é a única esperança, a própria salvação?

Não é tarde demais. Todo esse caos pode ser revertido. Basta que se crie uma consciência coletiva realmente disposta a fazer a coisa certa. E para isso acontecer, a mudança tem que começar dentro de cada um, dentro de cada casa, cada família e daí para fora. Ainda podemos todos reavaliar os nossos conceitos, nossos atos nessa vida e estimular a nós mesmos bons sentimentos, bons pensamentos. Alimentar a energia do amor em todas as suas formas, e isso inclui o amor ao próximo, mesmo que não seja tão próximo.

Os pais e mães (assim como eu) têm um papel de muita importância para o futuro do mundo em que vivemos. Precisamos ensinar as crianças a diferença entre certo e errado, bem e mal. Educá-las para que sejam generosas, bondosas, e que desenvolvam a compaixão, o respeito pela vida e por toda a obra da Criação.

Não nos devemos preocupar por sermos poucos e achar que sozinhos não seremos capazes de nada. Esse tipo de pensamento apenas contribui para fortalecer a corrente do mal. Pelo contrário, preocupemo-nos em agir do lado do bem e com isso outras pessoas poderão ser contagiadas. Desta forma seremos atraídos, e atrairemos, pessoas com o mesmo padrão de pensamento. É assim que se cria uma consciência coletiva. O problema é que a consciência coletiva dominante, é negativa.

Para mudar isso, você precisa de começar hoje, agora, nesse instante. Vamos criar uma consciência coletiva positiva. Não importa se dermos passos pequenos, um de cada vez ou que de vez em quando recuemos alguns. O importante é mantermo-nos nesse caminho, sem desmoralizar, porque com fé e determinação, é possível vencer o monstro que se quer apossar da humanidade.

Este é o meu apelo hoje. Diga Não à violência. Qualquer tipo de violência. Diga SIM à vida, ao amor, à harmonia, à esperança de dias melhores.

Endereço ainda à família enlutada e amigos, as minhas mais sinceras condolências. E rogo a Deus, Pai e Espírito Santo, que lhes dê muita força espiritual para suportar a dor de um momento tão difícil.

Fico-me por aqui. Quem quiser comentar, esteja a vontade para o fazer aqui mesmo no blog. Vamos nos unir em prol de uma causa realmente justa.

Um grande beijo no vosso coração e até breve.




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