segunda-feira, 23 de novembro de 2009

TROPEÇO E RECOMEÇO

Ando como se flutuasse ... é como se saísse do meu corpo pois a leveza dele assemelha-se a da minha alma ... vejo as dunas do deserto sem fim e a beleza delas é indescrítivel ... subitamente subo até as estrelas e posso admirar a omnipotência do Universo, e também todos os sonhos e promessas de vida suspensas ...
(...) Sinto cheiro de flores no ar, a brisa do mar no meu rosto, todas as sensações deliciosas que me fazem viajar de dentro para fora de mim ... penso que talvez isto seja a felicidade, aquela de que tanto falam, e continuo a andar sem pisar no chão de tão leve ... até que o inevitável acontece ... força da gravidade!
Caio violentamente e me esparramo ... de dores me contorço, não entendo ... custa a levantar, a visão está enevoada ... tanta coisa sem sentido, tantas perguntas sem respostas, e ainda esse aperto no peito que me tira o ar quase que por completo!
É então que percebo o outro lado de tudo isso. Me acostumo, fico quieta e ouço o silêncio. Ele é ensurdecedor. E diz tanto.
Em alguns momentos fico furiosa, não quero ouvir certas verdades. Mas sim, tive culpa de muita coisa, principalmente de ter imaginado que deixar de ser eu poderia ter sido melhor para mim. Hoje vejo o tamanho da loucura, e vejo que nunca me amei tanto como agora. Redescubro a minha essência, recupero a minha luz, o meu ritmo, e a música da vida volta a chegar aos meus ouvidos. Sim, estou viva! E as possibilidades de ser feliz se multiplicam. Vejo rostos que me sorriem amigavelmente, ouço vozes que me amam, sinto o amor das pessoas por mim ... e é aqui que mais uma vez, porém a última, olho para trás e penso: o que fazia eu ali?
A vida tem sempre razão, as coisas que a gente passa e as pessoas com quem a gente cruza, sempre aparecem para nos ensinar alguma coisa. No caso, eu aprendi que sou muito melhor do que eu imaginava, embora ele tenha se empenhado em me fazer crêr que eu devia mudar para ser feliz. Mas, não. Fui resgatada a tempo, graças a Deus.
Este foi o meu tropeço, mas também o meu recomeço.

2 comentários:

** D. Onça ** disse...

Das poucas certezas que tenho na vida, uma delas é a de que nunca passamos gratuitamente pelas situações. Da forma que forem, elas sempre vêm para nos ensinar algo, inclusive a nosso próprio respeito.

E a descoberta de uma nova faceta nossa é tão entusiasmante, não é? Olhar para si, ver, sentir, enxergar que evoluiu, que pode ser melhor, que pode ir além...

É isso. Era mais um degrau que sua evolução pessoal lhe convidava a subir E você o fez com beleza, simpatia, alegria, honestidade, dignidade. Não se pode esperar outra compostura de você.

Minha amiga, sabe que te amo incondicionalmente e que te tenho em mim como se nos conhecêssemos há anos. Mas admito: sua postura perante a vida, perante os outros e perante si mesma, faz com que me dobre, mais uma vez, a admirá-la e levantar-me para lhe aplaudir.

Você não é Máxima à toa, rsrs ;)

Beijo grande, minha querida!

Angel disse...

Larith ... não sei se você vai ler isto, embora eu faça questão de ir ao seu blog em seguida, mas queria te dizer que eu te amo muito e te agradeço por existir na minha vida, minha amiga :)

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